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DOS PALCOS PARA UMA BANCA DE CAMELÔ

HUMORISTA DE VALPARAÍSO DEIXA OS PALCOS E VIRA CAMELÔ

 

Antonio Sátyro, o mais versátil e conhecido humorista de Valparaíso de Goiás, considerado por grandes veículos de comunicação do DF e Entorno como o Chico Anysio do Cerrado,pelo seus vários personagens e trabalhos realizados no campo do humor, trocou os palcos por uma banca de camelô.

Segundo o humorista sem apoio da secretária de Cultura e do atual secretário, que tem feito da pasta um puxadinho de sua casa, apadrinhando apenas os artistas que são partidários dele ou que estão preso pelo famoso cabide de emprego, nomeados na secretaria ou presentando serviços pela ONG que recebeu cerca de 2 milhões em contratos da secretaria de cultura nessa gestão.

Parece que a cidade ainda não se desapegou desse sistema ruim e prejudicial a cultura e aos artistas da cidade ou parte deles. A prática de fazer das secretarias uma caixa fechada é comum nos gestores de Valparaíso, uma forma centralizadora de governar para um grupo beneficiando apenas aquelas pessoas que os apoiaram e deixando de lado os demais artistas ou movimentos culturais que ficam mendigando apoio para realizar eventos culturais na cidade.

Antonio Sátyro é um caso tipico de descaso da secretaria de cultura , assim como outros agentes que vem reclamando ao longo dos quase quatro anos de mandato do atual secretário, que diga se de passagem, politicamente não se sabe como isso acontece, afinal o partido politico que o mesmo representa não teve um expressivo número de votos na eleição de 2016 que elegeu Pábio Mossoró prefeito e também por tanto descontentamento de agentes e instituições culturais de Valparaíso de Goiás.

O humorista que reúne uma vasta lista de apresentações na cidade, projetos teatrais de conscientização nas escolas, gravou o primeiro e único DVD de humor da cidade de Valparaíso, dono de vários personagens, criados e interpretado por ele mesmo vem sofrendo com essa gestão partidária da cultura.

Recentemente criou o repórter mosca, mais um personagem que trata de assunto sério da cidade como sua pitada especial de humor. Segundo o humorista ele se considera um verdadeiro  personagem da sua própria vida e ressalta a forma negativa de como a secretaria de cultura vem fazendo a gestão de uma pasta tão importante para os artistas, agentes  culturais e a própria sociedade que deveria conhecer mais o trabalho desses artistas da cidade e infelizmente não conhecem por falta de apoio na realização de eventos que contemple os mesmo ou no fomento de para que o artista realize seus próprios eventos.

Cansado de mendigar pelo comércio da cidade atrás de apoio para realizar seus projetos culturais e de ouvir coisas do tipo: “Porque você não recebe apoio da secretaria já que você realiza tantos projetos sociais no município e região?” ele parece ter jogado a toalha., afirma  Antonio Satyro.

O humorista Antonio Sátyto foi encontrado pelo nossa equipe em uma feira da cidade numa banca de camelô. Poderia ser mais um personagem do mágico, do palhaço, do humorista, do jornalista Antonio Sátyro, dessa vez para homenagear esses guerreiros que são os vendedores ambulantes, também conhecido como camelôs, mas não, Antônio Sátyro agora é camelô, isso mesmo camelô!, uma forma que ele encontrou para  garantir uma renda extra, que poderia vim quem sabe da sua vida de humorista, mas parece que essa é a cina dos artistas de Valparaíso, deixarem de fazer arte e fazer outra atividade para conseguirem sobreviver, enquanto a secretaria de cultura fica vivendo dentro de um mundo de Alice na sua caixinha fechada de um secretário.

“Não que seja indigno ser camelô, é um trabalho que deve ser valorizado como qualquer  um, afinal é muito desafiador trabalhar como ambulante e eu parabenizo todos os camelôs pela nossa luta, afinal agora me tornei um deles, desabafa o humorista Antonio Sátyro.”

Ainda segundo o próprio humorista e agora camelô, ele não consegue entender certas coisas na politica de Valparaíso. Amigo particular do prefeito Pábio Mossoró, inclusive um dos apoiadores para a reeleição do prefeito em 2020, ele lamenta o fato de como as coisas são feitas na secretaria de cultura, mas não culpa o prefeito Pábio Mossoró por absolutamente nada e reitera que sua opção em abandonar os palcos para está em uma banca de camelô se deu pela dificuldade que é para custear projetos culturais com dinheiro próprio bolso, ou mendigar no comércio local apoio para tais feitos. ” É uma tarefa  muito difícil para quem não tem outro tipo de apoio na cidade, finaliza o humorista.

Quando um artista da magnitude do humorista Antonio Sátyro enxerga o cenário dessa maneira é porque realmente as coisas não estão boas para os artistas não partidário da secretaria e mesmo ele que sempre teve abertura em todos os últimos gestores da cultura na cidade e reconhecimento pelo seu trabalho se encontra nessa situação imaginemos os demais.

Uma secretaria que tem como finalidade fomentar a cultura e promover os agentes culturais e artistas da cidade não pode se limitar a ser tão pequena, centralizando e fechando as portas para artísticas como o humorista Antonio Satyro ou entidades que bateram as portas da secretaria desde de 2017 e nunca foram se quer ouvidos.

 

Por: Francisco Miranda

Fotos: Antonio Sátyro

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